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07 novembro 2013

Entrevista com Walter Tierno




 Olá, meus queridos leitores! Espero que tudo esteja e continue bem, hoje, temos nossa primeira entrevista (oba!), nosso entrevistadoé o escritor Walter Tiernocriador de Cira e o Velho, mas nossa entrevista terão perguntas sobre seu segundo livro, Anardeus no calor da destruição. Mas, se você está meio perdido a respeito de qual livro estou falando, segue abaixo um pouco dele (já havia dito sobre ele em um outro post).


 Anardeus nasce feio, cresce ignorado e se torna um adulto desagradável. Sente muito frio, o tempo todo, e só desfruta o conforto do calor quando testemunha tragédias e horrores. Ele odeia tudo e todos, menos sua irmã gêmea, Isabel, sua antítese: linda, amável e cheia de calor.
 
Anardeus, com a sua personalidade detestável, é um anti–herói incomum e, por isso mesmo, tão interessante. O mundo não deseja Anardeus. Anardeus não deseja o mundo. Mas terão que viver juntos até o final apocalíptico e perturbador.
 
Anardeus. No calor da destruição tem como cenário São Paulo e seus personagens cínicos, loucos, egoístas. Um romance sem rótulos ou lugar–comum, para ler e sentir tudo – menos indiferença. 



Vamos de entrevista?

[UPDM]O que você espera transmitir ao leitor com as distinções entre Anardeus e Isabel?

Puxa, terei que pular esta pergunta. Eu estaria entregando um tremendo spoiler.

[UPDM]Muitos autores dão a seus personagens características de pessoas reais, existe algum Anardeus que tenha conhecido, refiro-me ao seu jeito de ser?

Tem muito de mim em Anardeus. Mas desconfio que todos tenham um pouquinho dele, também. É a resposta que tenho recebido dos leitores, 
pelo menos.

[UPDM]O que o fez, finalmente, terminar o livroAnardeus no calor da destruição, já que em um post do seu próprio blog afirma que ele sempre foi remodelado?

Esse livro, para mim, foi um expurgo. Cutuquei, remexi e externei um bom bocado de crueldade e cinismo. Mas o verdadeiro motivo que me faz um escritor lento é minha obsessão em lapidar o texto. Só deixo o livro sair da máquina quando me sinto minimamente satisfeito.

[UPDM] Voltado para um público mais maduro, quais são suas expectativas? 
 
Talvez por sua carga tão visceral,Anardeus tenha me causado muita insegurança, quando foi lançado. Hoje, sinto-me mais a vontade.
Sobre vendas, não sei que resultados esperar. Faço o que está ao meu alcance para vender meu livro, claro, mas não fico me pautando por números. Isso roubaria muito de minha motivação artística e costuma causar mais frustração do que deleite. Livros, quando saem das mãos do escritor, deixam de ser arte e tornam-se produtos. É verdade. Mas eu completaria esse conceito. Livros são produtos diferentes. São produtos culturais, artísticos. Seu valor não se baseia em necessidade prática. As pessoas precisam de livros por motivos subjetivos. Então, dizer simplesmente que um livro é um produto como outro qualquer, é um reducionismo, no mínimo, leviano. Seguindo essa linha de conduta, tento não me tornar só um vendedor de livros. Seria uma busca imediatista, fugaz. Não busco isso...
Mas acho que acabei divagando...
Voltando a “Anardeus”: O livro tem sido bem recebido e isso é muito gratificante. Imaginava que, a esta altura, já estariam me chamando de pervertido ou coisa do tipo. Ainda não rolou. Mesmo por quem leu “Cira e o Velho” (meu primeiro livro), que é bem mais leve.

[UPDM] São Paulo é a cidade escolhida, onde se passa a história, existe algum motivo especial? E se existir qual?

Sim. É onde nasci, cresci e moro. “Cira e o Velho”, por exemplo, tem uma boa porção de história paulistana. O vilão, se é que ele pode realmente ser chamado assim, é paulista. Nos meus próximos livros, considero inevitável que São Paulo volte a ser cenário. Na verdade, não tenho a menor vontade de mudar isso.

[UPDM] Anardeus poderia ser um personagem oprimido e distante de tudo. Porém, ele mostra o contrário e decide transformar o mundo, deixando-o à sua visão. Você acredita que isso pode despertar mais ainda o interesse do leitor?

Eu espero que o livro provoque exatamente o que sua pergunta já demonstra ter causado em você. Conheço pessoas que discordarão de sua visão de Anardeus. Eu curti quando vi que você interpretou o personagem de uma forma positiva e tão diferente do que outras pessoas entendem. E eu acho que todos estão certos.
Se posso dizer que tinha alguma expectativa em relação aAnardeus, é que espero que ele seja um personagem diferente para cada leitor.

[UPDM] Podemos aguardar em breve uma continuação?

Não. “Anardeus, no calor da destruição” já serviu a seu propósito. Não sou entusiasta de séries literárias. Não como escolha de carreira, pelo menos. “Cira” permite continuação, mas ainda não me animei a escrevê-la. Veja bem que quero enfatizar que ela PERMITE, não que EXIJA uma continuação.

[UPDM] Poderia deixar um recado para os leitores do blog?
Arrisquem-se.



 
Eu gostei demais da entrevista, o escritor foisimplesmente muito atencioso e verdadeiro. E você o que acharam? Não deixe de comentar.





4 comentários:

  1. Arrisquem-se! Gostei

    Muito boa entrevista Ina, está de Parabéns!

    Abs

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    Respostas
    1. Obrigada, Simone, pena que o pessoal não está comentando, mas sei que estão acessando, bju!

      Excluir
  2. Que Honra em! Parabéns.
    Muito interessante a entrevista! Adorei!
    Não li o livro ainda, mas fiquei com vontade.
    Beijos

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  3. Ola tudo bem? (:
    Adoro seu blog então te indiquei um selo, espero que goste.
    Beijos e muito sucesso!
    http://arquivodeletado.blogspot.com.br/2013/11/selo-versatile-blogger.html

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